A administração Trump afirma que o fluxo de petróleo voltou ao normal no Estreito de Ormuz. No entanto, há um problema: os dados de tráfego de navios-tanque mostram uma realidade diferente.
De acordo com informações divulgadas pela CNN, enquanto o governo americano garante que a passagem de petróleo está ocorrendo sem interrupções, o monitoramento independente aponta que o volume de petroleiros na região ainda está muito abaixo do que era antes do início do conflito com o Irã.
A situação no estreito, uma das rotas mais movimentadas para o transporte de petróleo do mundo, segue gerando preocupação no mercado internacional. A Fox News também noticiou que o fluxo de petróleo na região diminuiu drasticamente, chegando a um “fio de água” em meio à escalada das tensões entre os dois países.
Em contrapartida, uma análise da Bloomberg Opinion sugere que, para o mercado de petróleo, o Estreito de Ormuz não está fechado. A publicação argumenta que, apesar das tensões, a navegação não foi totalmente interrompida e que o cenário é de cautela, mas não de paralisação total.
As avaliações divergentes entre o governo americano, a imprensa internacional e os analistas de mercado refletem a complexidade do momento. Enquanto a administração Trump tenta passar uma mensagem de normalidade para acalmar os preços e o mercado financeiro, as evidências de tráfego marítimo e as análises de risco indicam que a situação ainda está longe de ser considerada estável. A queda no número de petroleiros em trânsito é um sinal de que as seguradoras e as empresas de navegação seguem receosas em operar na área, mesmo com as garantias oficiais.
