A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor do pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O argumento apresentado pela PGR é baseado no estado de saúde do preso.

Bolsonaro está preso no processo da trama golpista e foi internado em um hospital no dia 13 de março após passar mal. Ele foi diagnosticado com broncopneumonia.

Em sua manifestação, o procurador-geral Paulo Gonet escreveu que a prisão domiciliar é necessária para os cuidados de saúde. Ele citou a necessidade de monitoramento em tempo integral devido a possíveis alterações súbitas no estado de saúde do ex-presidente.

Gonet afirmou que a manutenção do regime fechado aumenta a vulnerabilidade de Bolsonaro. Ele disse que a evolução clínica recomenda a flexibilização do regime, algo que o Supremo Tribunal Federal admite em circunstâncias semelhantes.

A PGR também argumentou que a medida tem apoio no dever público de preservar a integridade física e moral de quem está sob custódia do Estado. Segundo Gonet, o ambiente familiar é mais apto a propiciar a atenção constante que a saúde de Bolsonaro demanda, e não o sistema prisional.

O ministro do STF Alexandre de Moraes havia solicitado informações ao hospital DF Star sobre o quadro clínico do ex-presidente. A instituição enviou boletins médicos e um prontuário completo. A decisão final sobre o pedido de prisão domiciliar agora cabe a Moraes.

Bolsonaro está em tratamento para uma pneumonia bacteriana resultante de um episódio de broncoaspiração. O hospital informou que o quadro tem boa evolução, mas ainda não há data para alta médica.

O pedido de prisão domiciliar foi protocolado pela defesa de Bolsonaro após a internação. Os advogados argumentaram uma piora no quadro de saúde e que o local onde ele cumpria prisão, a Papudinha, é incompatível com a preservação de sua saúde.

Em 2 de março, o ministro Alexandre de Moraes havia negado um pedido anterior de prisão domiciliar. A defesa então pediu uma reconsideração, alegando a internação como um fato novo.

A equipe médica que atendeu Bolsonaro no dia da crise citou “risco de morte” como motivo para a transferência urgente ao hospital. Esse ponto foi usado como argumento no novo pedido da defesa.

O movimento pela concessão da prisão domiciliar teve a participação de familiares, como Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, e de aliados políticos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a bancada bolsonarista no Congresso e alguns ministros do STF também se envolveram.

Um dos argumentos apresentados por políticos e ministros a Moraes foi o risco político de a eventual morte de Bolsonaro ser atribuída ao Supremo Tribunal Federal.

Pelo menos metade dos ministros atuais do STF entende que a melhor opção é permitir que Bolsonaro cumpra a pena em casa, com a aplicação de outras medidas cautelares. A discussão segue no âmbito do Supremo, aguardando a decisão do ministro relator do caso.

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Beatriz Oliveira

Beatriz é professora de ensino médio no interior de São Paulo, com mais de 10 anos de experiência. Apaixonada por métodos de limpeza ecológicos, criou o blog LavadoraEficiente.com para compartilhar dicas sobre práticas de limpeza, economia de água e eficiência energética. Com um estilo formal, mas acessível, Beatriz busca educar e engajar seus leitores.