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Mármore travertino onde usar: parede, piso, bancada e os furos

Mármore travertino onde usar sem se arrepender: parede de sala, fachada e lavabo funcionam; bancada de cozinha e piso de banheiro pedem resina nos furos, selante e aceitação da pátina.

Por · · 7 min de leitura
mármore travertino onde usar

O travertino é a pedra bege com furos que reveste o Coliseu, e a mesma pedra, cortada em placa, virou o revestimento mais pedido em parede de sala e fachada de casa de alto padrão nos últimos anos. Os furos que dão a cara dele são o problema dele: são poros abertos, que juntam sujeira em bancada e água em piso. Por isso a pedra chega ao mercado em duas versões, a bruta, com os poros à mostra, e a resinada, com eles preenchidos. Saber mármore travertino onde usar é saber onde o furo é bonito e onde ele é problema,

Este texto passa por parede, fachada, piso, lavabo e bancada, pela diferença entre bruto e resinado, pelos tipos mais vendidos, pela manutenção e pelo preço.

Aqui estão o que o travertino é e por que tem furos, onde ele funciona e onde exige cuidado, e a diferença entre bruto e resinado. Entram a tabela com os tipos, a rotina de selante e limpeza, o que evitar, a ordem para encomendar, as faixas de preço e as dúvidas mais comuns.

Mármore travertino onde usar: os cinco lugares e o que muda em cada um

Na parede interna de sala, corredor e quarto, ele é o uso mais seguro: não recebe água, não recebe ácido, e os furos abertos da versão bruta viram textura. Na fachada, aguenta sol e chuva por décadas, com a versão resinada ou o selante para a poluição não escurecer os poros. No lavabo, na parede e na bancada, funciona porque o uso é leve e sem gordura.

No piso interno, serve com a versão resinada e acabamento fosco, que esconde o risco. Na bancada de cozinha e no piso de banheiro, funciona só para quem aceita selante frequente, resina nos furos e a pátina que a pedra ganha com ácido e água.

No piso externo de piscina, o travertino bruto com acabamento escovado é o piso que mais esfria ao sol e o que menos escorrega molhado, e por isso domina as áreas de lazer. Em clima de sertão, com sol o ano inteiro, a pedra clara também reflete o calor e a borda da piscina não queima o pé.

Bruto ou resinado: a decisão que define o resto

O travertino bruto tem os poros à mostra, a cara mais natural e o preço menor. Junta poeira na parede, água no piso e restos de comida na bancada, e o rejunte dos furos vira um serviço de manutenção. O resinado recebe uma resina transparente ou da cor da pedra que preenche os furos na fábrica, sai liso, aceita polimento e limpa como qualquer mármore; custa mais e perde um pouco do aspecto rústico. A regra é: parede e fachada aceitam o bruto; piso, bancada e qualquer lugar molhado pedem o resinado.

Existe o meio-termo, o bruto rejuntado na obra com argamassa da cor da pedra, que fica entre os dois em preço e em cara.

Como o travertino de melhor qualidade é importado, da Turquia e da Itália, e o nacional, o bege bahia, tem veio e resistência diferentes, a escolha depende da chapa e da marmoraria que a corta. Quem mora no interior baiano encontra o bege bahia mais em conta, e uma lista de marmorarias perto de Malhada, com endereço e telefone, ajuda a pedir o valor da chapa resinada em duas ou três antes de fechar.

Comparativo entre os tipos

Os travertinos e os beges que o substituem
PedraCaraMelhor uso
Travertino romanoBege claro, furos médiosParede, fachada, lavabo
Travertino navonaBege quase branco, veio finoParede interna, piso resinado
Travertino noceMarrom, furos grandesFachada, área externa
Bege bahiaBege com veio, sem furoPiso, bancada, escada

Piso, escada e área de piscina

No piso interno, a placa resinada de dois centímetros com acabamento levigado, fosco, esconde o risco e o desgaste do caminho da porta ao sofá; o polido mostra os dois em um ano, e em corredor de entrada com areia de sapato, em meses. Na escada, o degrau de travertino resinado pede borda com friso antiderrapante e três centímetros de espessura, e o espelho do degrau pode ir em placa mais fina.

Na área de piscina, o bruto escovado de dois centímetros, assentado com argamassa própria e rejunte flexível, aguenta o cloro e o sol, esfria ao toque e não escorrega; a resina, nesse caso, atrapalha, porque deixa a superfície lisa quando molhada.

Selante, limpeza e o que evitar

Travertino é calcário, como todo mármore, e o ácido do limão, do vinagre e do produto anticalcário o corrói em minutos, deixando a marca fosca que só o polimento tira. O impermeabilizante de pedra natural vai em duas demãos depois do assentamento e se reaplica uma vez por ano em parede e piso interno, duas em fachada, piso de piscina e bancada.

A limpeza é água com detergente neutro e pano ou vassoura macia; na versão bruta, aspirador nos furos uma vez por mês. Palha de aço, pó abrasivo, água sanitária e lavadora de alta pressão ficam fora, porque riscam, amarelam e arrancam a resina dos furos.

Em ordem, para encomendar

  1. Definir o lugar: parede, fachada, piso, lavabo ou bancada, porque a versão depende disso.
  2. Escolher o tipo pela cor e pelo veio: romano, navona, noce ou bege bahia.
  3. Ver a chapa inteira, porque o travertino varia muito de furo e de veio dentro do mesmo lote.
  4. Definir acabamento: escovado para piscina, levigado para piso, polido só para parede e lavabo.
  5. Pedir o valor fechado por escrito com tipo, resina, espessura, acabamento, selante e assentamento.

O passo três evita a parede em que uma placa tem furos grandes e a vizinha quase nenhum, o defeito mais comum em obra que comprou por foto. Numerar as placas na marmoraria, na ordem de assentamento, resolve o sentido do veio.

Quanto custa

Travertino romano resinado de 2 cm fica, em geral, entre R$ 600 e R$ 1.200 por metro quadrado instalado; o bruto, de R$ 450 a R$ 900. Navona sai de R$ 800 a R$ 1.500; noce, de R$ 500 a R$ 1.000. Bege bahia, nacional, na faixa de R$ 300 a R$ 600.

Placa de três centímetros para escada e bancada acrescenta de trinta a cinquenta por cento. Uma parede de sala de três metros por dois e setenta em romano resinado sai entre R$ 4.800 e R$ 9.700; a mesma parede em bege bahia, de R$ 2.400 a R$ 4.900. Só o que está por escrito vale.

Perguntas frequentes sobre o travertino

Mármore travertino onde usar sem arrependimento?

Parede interna, fachada e lavabo, em qualquer versão. Piso e bancada, só resinado, com selante em dia e aceitando a pátina que vem com os anos.

Os furos juntam sujeira?

Na versão bruta, sim: poeira na parede, água no piso, comida na bancada. A resinada preenche os furos na fábrica e limpa como mármore comum, com pano e detergente.

Serve para bancada de cozinha?

Serve para quem aceita selante frequente e a marca de ácido. Para cozinha de uso pesado, granito ou quartzo.

Serve para piso de piscina?

É o melhor uso dele: bruto escovado esfria ao sol e não escorrega molhado. Sem resina, que deixa a superfície lisa e perigosa perto da água.

Bege bahia é travertino?

Não. É um mármore bege nacional, sem furos, mais barato e mais resistente em piso e escada. Parece na cor, não na textura, e por isso costuma entrar no orçamento como alternativa.

Quanto custa o metro?

Romano resinado, de seiscentos a mil e duzentos reais instalado; bruto, de quatrocentos e cinquenta a novecentos; bege bahia, de trezentos a seiscentos.

Resumo

Mármore travertino onde usar: parede interna, fachada e lavabo em qualquer versão; piso interno e escada só resinado e levigado; piscina em bruto escovado; cozinha e banheiro apenas com selante frequente e pátina aceita. Romano e navona para dentro, noce para fora, bege bahia quando o orçamento pede pedra nacional sem furo. Chapa inteira vista, acabamento pelo uso, selante anual, nada de ácido, palha de aço ou alta pressão, e valor fechado por escrito com resina e assentamento encerram a compra.

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